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(Source: depoisdauma)


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(Source: depoisdauma)
Eu guardaria o som da sua voz em uma concha só pra trazer a tranquilidade do mar pra mais perto. Enquadraria seu sorriso para enfeitar a parede do meu quarto e me fazer rir ao acordar. Eu pintaria seus olhos no vidro do meu abajur, para que quando aceso, brilhasse ainda mais. Eu transformaria todas as suas cores em um prisma transparente, que pendurado na janela colorisse as paredes e a minha pele pálida. Eu faria fotografias de cada passo teu, só pra me orientar. Faria de cada palavra tua, poesia. Eu guardaria um pouquinho do seu ar em um frasquinho pra todas as vezes que eu perdesse o fôlego. Faria, guardaria, pintaria, transformaria, se já não bastasse tudo que a alma guarda como se fosse baú. Como se fosse frasquinho de ar, quadro de pintura abstrata, como se fosse gaveta de histórias, de arte, de lembranças, de sentimentos.
forqueens
(Source: rio-doce)
— Pe. Fabio de Melo. (via regalar)
(Source: cinquenta-receitas)
O escasso tempo sempre sonhei,
Perco-me e encontro-me no mesmo caminho,
Toco as folhas e oiço uivar de mansinho.
A vida chega até nós quando menos se espera?
Sim, a vida!
Cada passo que dou é motorizado,
Não abro os olhos por abrir
E o que sinto tenho que sentir…
Medo…
Será que tenho medo de viver?
Morrer já para mais não sofrer?
Repentinamente recordo que tenho coração,
Bate, bate…
Oh Inferno que prazer me dás!
Estou louco pelo medo,
Quero morrer,
Veneno!
Já levado pelo sangue me engano,
Foi nada mais que um momento insano!
Agora nasce o sol,
O uivar fugiu mas o lobo ficou
E o coração que em mim jazia,
Ressuscitou…
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